Menu Principal
TwitterRssFacebook
Menu Secundário
Projetos

Projetos

Projetos elaborados pelo Caminho-Nações

 

Pequeninos na Nigéria
Atuando desde 2010 apartir de um problema que a ONU classificou como “tradição inventada” que é “o uso da ritos e tradições culturais de um povo para um fim mercantil recente e urbano”. Diz respeito a crença entre “cristãos neopentecostais” de que o Espírito Santo, de fato, revela aos seus sacerdotes e pastores quais crianças são bruxas, e portanto, portadoras de maus agouros e infelicidade financeira ou de saúde para a família. O abandono das crianças acontece porque, quase sempre, os pais não possuem recursos para pagar o exorcismo proposto como tratamento para libertar seus pequenos possessos. Os pais que tem dinheiro, acabam por sustentar ricas estruturas denominacionais na região.

Atualmente, temos uma CASA ABRIGO no Delta do Rio Niger, que recolhe crianças acusadas de bruxaria, e tenta reconciliá-las com seus pais, familiares, vilarejos e escolas, pelo ensino do Evangelho e vigilância constante das condições de reintegração. Além da Casa Abrigo, que protege as crianças sob perseguição; apoiamos o orfanato que recolhe aquelas que não podem ser reintegradas, nas quais se encontram quase 60 crianças órfãos ou estigmatizadas.

A atuação na Nigéria gerou a publicação do livro “Missão: Salvar Crianças-Bruxas” (Marcelo Quintela), que contém a história de crianças resgatadas: o Etido (7 anos) que tem as marcas das unhas gravadas contra sua face e não falava e nem sorria até encontrar a equipe brasileira; a Emilia, que não andava até ser curada de uma tuberculose óssea ao ser transportada por nossa equipe para região distante na qual um hospital-escola a operou; o Ezequiah (6 anos), que pouco antes de ser imolado pelo próprio irmão que desejava livrá-lo do violento “bullying comunitário”, foi resgatado em operação de emergência com o braço quebrado e o corpo todo lesado por escoriações diversas; o Bobó e a Vitoria, de 3 aninhos de idade, abandonados em estado grave de subnutrição, com consequências dermatológicas, imunológicas e entéricas, entre outras que estão se recuperando em nossa estrutura.

Os benefícios, antes de serem psicológicos, espirituais ou educacionais, precisam ser de MANUTENÇÃO DA VIDA, pois o projeto lida com vulnerabilidades sociais em níveis pouco conhecidos mesmo na América Latina e Brasil.

 

O Caminho do Futuro
(Chemin Du Futur) – Senegal. Atuando desde 2011.
As famosas “Crianças-Talibés” (aprendizes, alunas, em árabe), são “crianças-moeda”, crianças “para fazer dinheiro”, crianças moribundas dentro das escolas corâmicas chamadas Dharas, espaço na qual são mantidas sem qualquer perspectiva de um dia se tornarem “gente”. Há Dharas espalhadas por todo mundo muçulmano, especialmente, no Oriente Médio. Nessas estruturas, os meninos aprendem ciências humanas, exatas, biológicas e os preceitos de sua religião. Mas na África, a razão de uma Dhara existir se desconfigurou a semelhança da caricatura de cristianismo que tomou o sul da Nigéria. Tudo se transformou em razão para explorar, escravizar, abusar e a Religião é só a desculpa… É a fachada cultural! No caso do Senegal muçulmano, mãezinhas entregam nas mãos dos professores de Alcorão (Marabuts) os filhotes que a miséria não vai deixar que elas criem. Fazem-no com a confiança que, num país católico, uma criança seria entregue aos cuidados da madre no orfanato. Não sabem que seu futuro é ser “ninguém”! Não aprenderão a ler, nem a escrever, e nem ao menos falarão a língua oficial de seu próprio país. Não aprenderão história ou matemática. Passarão a infância alternando o dia entre a obrigação de decorar versos corâmicos no árabe que não entendem, e a mendicância nas ruas da grande Dakar, com metas financeiras a cumprir.

Com escritório central em Dakar, o projeto acolhe crianças fugidias de seus “proprietários” e que se encontram “exiladas” nas savanas periféricas a grande capital. Nossa ênfase inaugural é o ensino formal da língua francesa, seguida do treinamento em ofícios profissionalizantes que permita que, na juventude, eles possam se integrar à comunidade, e abandonar o legado de orfandade e abuso a que estiveram submetidos durante toda a infância. Em outra frente do mesmo projeto, temos trabalhado na melhoria das condições de alta precariedade e insalubridade de algumas dessas “falsas escolas religiosas”quando encontramos crianças sob condições de saúde e acomodações inadequadas. Reformar Dharas não é um objetivo primário e nem uma política de atuação. É uma contingência, é a minimização do dano; até que essas mesmas crianças-talibés possam também ser redirecionadas ao nosso orfanato, com dormitório e refeições, com cuidados médicos, odontológicos e psicológicos constantes. Tais processos, porém, são sigilosos e as operações não publicadas, apesar do apoio governamental as nossas iniciativas.

 

SOS Religar
Atuando desde 2012, a SOS Religar é braço social humanitário do Caminho da Graça que atua dentro do território brasileiro.

A SOS RELIGAR trabalha em harmonia ou orientação das organizações parceiras, da Defesa Civil ou das autoridades militares no campo das ocorrências, disponibilizando seus recursos humanos e/ou materiais, mantendo, contudo, sua autonomia, a fim de agir sempre de acordo com seus princípios.

A SOS RELIGAR é uma instituição de caráter voluntário. O espírito do Voluntariado é sua essência, e a SOS RELIGAR convida as pessoas à expressão livre e plena de sua solidariedade, reforçando, incentivando, apoiando e monitorando sua integração em atividades estratégicas coordenadas visando realizar a melhor prática do SOCORRO.

A REDE DE VOLUNTARIADO SOS RELIGAR é formada por pessoas que se cadastram a partir de todo o Brasil. O Voluntário SOS RELIGAR é alguém que optou por abandonar a postura de espectador e assumir sua condição de protagonista em meio à situações de risco que possam afligir o próximo, sua família e sua localidade.